terça-feira, 19 de julho de 2011

O sono da minha existencialidade

A folha está branca, pura, imaculada e despida de qualquer emoção. Carrego de forma suave nas teclas de forma a marcar aquela página virtual e sempre tão presente com alguns dos meus pensamentos. Apago e escrevo várias vezes, tenho medo de gritar no papel aquilo que não tenho coragem de contar à vida. Paro e recomeço dezenas de vezes, como se a alma estivesse bloqueada por um engarrafamento qualquer.
  As luzes estão escondidas e apenas uma pequena lâmpada por cima do computador dá algum brilho ao local.
Deambulo até à cozinha ,volto a olhar para o ecrã. Nada, nem uma linha surge na limpa folha do Word. Tudo o que me apetece escrever me entristece e não quero voltar a sentir-me assim, muito menos nesta noite. Subo um pouco o volume  da  TV  esta a dar o My Way do  Sinatra. Esta música diz-me efetivamente muito, é quase como se me revisse nalgumas das suas estrofes do Frank . Concluo que fiz muito, passei por muito e obviamente não sei ainda o que irei passar mas cá estou...o que não me vence só me deixa mais forte,   é verdade Frank,  vai ser à minha maneira, no meu estilo e porque o queria muito. Sendo assim não me posso arrepender, não me quero arrepender. Teria feito diferente? Talvez.  Foi o Destino que assim o quis ,então vamos à luta !!!
Desligo o  pc e  música continua no seu tom melodioso,  relaxar-me e começa a provocar peso nos meus olhos.  Fecho os olhos . O Frank acompanha-me até ao fim . Sorrio, uma hora passou , nem uma linha escrevi e sinto-me como se tivesse escrito uma novela.  Tinha a intenção de desabafar  toda a problemática da minha existencialidade e afinal acabo por  discretamente adormecer ...

1 comentário:

karraio disse...

ACORDA! retoma o teu way...