terça-feira, 19 de outubro de 2010

Terrorismo


Escrevam no "word" em maiúsculas: Q33 NY (o nome do avião que embateu no primeiro edifício do WTC em Nova York a 11 de Setembro ) depois ; aumentem o tamanho da letra para 72; mudem o tipo de letra para Wingdings e vejam o resultado... Q33NY ( numa possível interpretação, seria um avião  dirigido contra  duas torres que provocam mortes sob a égide de uma suposta guerra religiosa simbolizada pelo ódio à estrela Judaica de David. Ficou assustado/a? Mera coincidência? O medo vive da incerteza. 
Que mais coincidências nos cercam e quais nos dizem respeito? Impressionado/a? É evidente que estes pequenos “ jogos ou charadas “ são meras coincidências mas são consumidas de modo muito diferente no imaginário de muita gente criando uma onda de misticismo e de medo/receio em volta do imprevisível ou de um destino já traçado mas não desvendado.
Interessaria para outras áreas de estudo saber dos efeitos nefastos e dos traumas psicossomáticos das vítimas do terrorismo. Difícil é estudar em toda a população em geral o efeito que produz a longo prazo o seu medo contido de quem vive em áreas ditas de risco.
O terrorista pratica o terror com sangue frio. Para ele, não é horrível matar inocentes. É um meio para atingir um fim. “O terrorista não teme, quer dominar a todos utilizando o medo, e para isso conta com os médias, para que o mundo inteiro fique paralisado. O grande esforço, agora, é não ficarmos horrorizados com o terror” - Gabriel Perissé.
A queda do murro de Berlim, o desmoronar de países satélites do bloco comunista de Leste e os fluxos migratórios que daí resultaram, os ataques de 11 de Setembro em Nova Iorque e 11 de Março em Madrid , as mais recentes ameaças terroristas e crescente insegurança ao nível europeu, conduzem a novas necessidades de segurança e em consequência, a preocupações redobradas no domínio do incremento da cooperação entre forças e serviços de segurança.. No terreno há alguns anos, a troca de informações entre forças policiais era negligenciada. Uma falta de ” cultura de informações” fazia com que a informação recebida por uma força de segurança não fazia eco e não passava nunca de um enorme puzzle .
O nosso alívio , se assim se pode chamar, é que por cada punhado de gente má neste mundo , nascem subitamente inesperados heróis que nas horas de maior loucura e desgraça surgem anónimos.
Porém no meio de tanto agouro, temos que nos recordar de uma coisa importante:
“As únicas desgraças completas são as desgraças com as quais nada aprendemos.” (William Ernest Hocking)
E se ilações pudéssemos tirar do que já se viveu , é a de que o mundo está em constante mudança, e que por mais longa que seja “ a noite”, o sol volta sempre a brilhar. Como diz um provérbio chinês “O rio atinge seus objectivos porque aprendeu a contornar obstáculos” assim nós também temos que aprender a ser rio...

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