quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Regresso às aulas -Cuidados a ter


Acho que a televisão já se encarregou de divulgar a lista de todos os cuidados a ter para o regresso às aulas inclusivé o de avisar os alunos que, armas, granadas de mão e minas anti-pessoais não serão permitidas , este ano , no interior das salas de aula. No entanto para mim ,o perigo maior vem do temivel Pediculus humanus capitis (vulgo piolho da cabeça). O regresso às aulas, devido ao contacto mais próximo entre as crianças, é a altura do ano mais propícia ao contágio. Este é feito mais frequentemente por contacto interpessoal próximo (cabeça-a-cabeça), mas também é comum a transmissão através da partilha de chapéus, escovas e outros objectos pessoais de pessoas contaminadas. O simples acto de pendurar a roupa (infectada) junto de outra no bengaleiro da escola é o suficiente para fazer proliferar esta 'praga' num estabelecimento de ensino ...Depois não digam que eu não avisei ...Pediculus humanus capitis ..pior que baratas !

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Ainda as férias


Apesar das férias servirem teoricamente para descansar, é comum que se sinta cansaço ao regressar ao trabalho, o que se explica a necessidade de readaptação segundo alguns cientistas, eu não sendo cientista opino que teoricamente o sindroma Pós- férias é minimizado indo novamente de férias . Acho que uma das razões da grande falta de produtividade nacional se deve ao longos períodos de síndrome pós-férias de que sofrem os portugueses.
As férias deixas-nos nostálgicos , sem força e pouco reativos. O corpo e a mente demoram sempre algum tempo ( meses ) a adaptar-se à falta de rotina das férias. No percurso contrário, a reacção é ainda mais evidente, com o organismo a reagir a uma mudança geralmente bruscas de rotinas que, há poucos dias, eram apenas momentos sem horários a cumprir. Depois aparecem as receitas , os truque segundo o qual o síndrome pós-férias - como é conhecida essa reacção do corpo aos novos horários e ao estilo de vida rotineiro - pode ser minimizado seguindo algumas dicas adiantadas


1 - Regressar a casa alguns dias antes de ir trabalhar para se ir adaptando aos poucos ao ritmo habitual; - Ora um gajo voltava uns dias antes ..para quê ? os dias de férias já são tão poucos ..
2 - Estabelecer novas metas a alcançar a nível profissional, durante os últimos dias de férias. – Sim tentar advinhar o dia enm que fica desempregado.quanto custam os livros para os filhos ..será que tenho a casa assaltada ?
3 - Começar a trabalhar de forma gradual, sem sentir demasiada pressão nos primeiros dias com o rendimento; - Trabalhar de forma gradual ? só se o patrão estiver de férias
4 - Evitar começar a uma segunda-feira para que a semana não pareça tão longa; - Na semana inicial ..até custa iniciar à sexta
5 - Avisar poucas pessoas que está de volta, para ter tempo de se organizar; - Organizar ? que é isso?
6 - Adoptar uma atitude positiva em relação ao trabalho; - Cruzes credo !!!! Vade Retro
7 - Dormir entre sete e oito horas por dia de forma a ter mais energia; Apoiado ..até 9..10 ou 11
8 - Alimentar-se de forma saudável, comendo em horários certos e de forma equilibrada; sim comer de tudo sem alarvanço
9 - Manter os hobbies que pratica no resto do ano para prolongar a sensação das férias .- preferia prolongar as férias mesmo …as férias são de tal modo importantes para algumas pessoas que vejam , um Pai abandonou filhos na berma da estrada para gozar férias, no dia 2 de Agosto 2008 , um Pai alegadamente alcoolizado, terá perdido a paciência para ouvir os dois filhos gémeos de 11 anos. As crianças foram deixadas ao relento na EN125 (Algarve).
Os dois gémeos foram abandonados pela madrugada, junto à rotunda de acesso à Fontes da Matosa, concelho de Silves
A Brigada de Trânsito encontrou-os cerca das 6:00, três horas depois de terem sido deixados na estrada. No mesmo dia foram entregues aos avós maternos.
Presumo que este pai teve um ataque agudo de sindroma pós –férias após ter passado pelo Tribunal de Portimão.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

Cinema américa


Uma das poucas coisas em que ainda se pode estabelecer razoável consenso é sem sombra de dúvidas, sobre a qualidade de algum cinema americano. Realmente, quando se trata da chamada Sétima Arte, eles são imbatíveis. Mas, como nada é perfeito, a contumácia do americano pelas pesquisas não demorou a que eles descobrissem que, justo naquela arte, estaria o meio ideal para divulgar e propagar os resultados de suas pesquisas. E foi dessa maneira que os americanos iniciaram o processo de propaganda e marketing, impondo moda, alterando costumes e comportamentos, e até criando e ampliando, no mundo inteiro, um exército de consumidores para seus produtos, naturalmente ao sabor de suas conveniências políticas e económicas.

Assim nasceram os super-heróis, nas cores vermelho e azul, preferencialmente, de todas as formas e para resolver todos os problemas. Nada ficou de fora. Se precisasse subir uma parede era só recorrer ao Homem Aranha. Voar e salvar toda a tripulação e passageiros de um avião, em queda livre, era uma brincadeira para o Super-Homem, que, aliás, nas horas vagas, ainda trabalhava como jornalista disfarçado de Clark Kent.

O que é certo é que através do cinema os” americas” põe tudo no mercado , ora vejamos.:a coca cola ,os cigarros, moda , a música .Porra e nós ??? Pois nós nem cinema temos não é ? Temos um cinemazito de autor que ganha uns festivais em Cannes , também o “Manel” de Oliveira conhece os avós dos elementos do júri todos .
Mas mudando de assunto, que belo filme não se fazia com os tiroteios de Verão. Podia ver o Spilberg com seus efeitos especiais mas olhem só a beleza do momento visualizado no grande ecrã num guião escrito pelo José Fonseca e Costa deste modo :

“O Zé Estroncabrochas, o Tó Espanta Mulas, o Quim Batemuma e o Manel Espantado competiam ao quem mija mais longe. Com a mão a apertar a gaita – cada um a sua – tomavam uma espécie de balanço com um movimento do cu de trás para a frente, aliviando os dedos na posição mais dianteira, por forma a conseguirem esguichar a água uretral o mais longe possível. A cada esguichadela iam todos conferir, mas sem nunca largarem o pirilau, para não se desperdiçarem munições.” É verdade isto são palavras de “karraio” famoso blogger da minha terra a quem eu pedi emprestadas só por momentos estas palavras…são sublimes…de uma intensa densidade de cor e movimento. Abram os olhos realizadores deste pais, guionistas não faltam ,sobram é quem lhe mije para cima.

Seria uma visão cinéfila eternizada , um quadro digno de uma fita de Franco Zefirelli ou de um Jonh Ford , Visconti, Martin Scorsese, Rosselini,de um Bertolucci.
E tudo isto com uma vantagem , de gaita na mão , não se estaria subliminarmente a vender rigorosamente nada . Já repararam que em Portugal os filmes mais vistos são Filmes da TRETA

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Primeira vez




A vida e os enfeites para a primeira vez, para a primeira vez de tudo, na beira a primeira vez é sempre importante , a primeira bebedeira, o primeiro namoro e em terra agreste e dura , calma , quente, de memórias de infância permanentemente revisitadas como uma necessidade vital , a primeira vez permanece no mente no beirão. Ele recorda a ida ás sortes, uma fugaz ida ás “meninas” onde jamais dirá a ninguém como correu, mas foi uma primeira vez. Ele sairá pela primeira vez de casa , irá á tropa , à faculdade ..pela primeira vez.
A história das pessoas tem sempre que ver com um pequeno ou um grande sítio, porque ninguém é desenraizado simplesmente renasce noutro local..adapta-se...evolui..
Uma característica do beirão é , entre outras, procurar estas pinturas , estas recordações imediatas da infância, , a memória de um lugar a que possa voltar ciclicamente para ver como está aquilo, o que mudou, como estão as pessoas, o Beirão tal como o Algarvio ou o Transmontano se de lá saiu , há de lá voltar um dia ….

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Palavras de Mário Crespo


Por Mário Crespo :



O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.

"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Vamp


Aproximas-te do balcão e pedes um isqueiro ao empregado. Ele, que parecia tão ocupado, pousa os copos e vai lá dentro buscar um, e isso é só porque és boa. Que esperes só um bocadinho, diz. Estás ao meu lado e espreitas-me pelo canto do olho antes de desviares a face para a insistente televisão no canto do café. Sim, já bebi seis cervejas. Sim, estou sozinho. Sim, o meu casaco já está a arrastar-se no chão. Sim, a única merda para onde estou a olhar há uma hora é um papel que diz que as bebidas são para consumo da casa. Sim, gostava de te consumir em casa, na tua, na minha, ou na de outra pessoa qualquer. O empregado demora e tu suspiras. Já lá vem ao fundo mas um colega interrompe-o. Diz-lhe que estão muitos clientes por atender, ele que se despache. Terá mesmo que se despachar, porque por seres boa interrompeu a sua lógica mecanicista da vida: a de servir bebidas a pessoas sós. Debruças-te levemente sobre o balcão, e eu apanho o meu casaco donde tiro uma carteira de fósforos. Ah, afinal eu tinha lume.

terça-feira, 15 de julho de 2008

CSI


CSI é porreiro, é muito fixe, tem casos porreiros, as personagens até são porreiras e fixes. MAS há aquela coisa de eles saberem tudo, até sabem que o macho da fêmea andorinha consegue mijar contra o vento e que as bolachas do LIDL desfazem-se muito mais rápididamente com a chuva que as do Continente, mas isso até já consegui ultrapassar... agora o que me chateia no CSI é o facto de eles chegarem ao "Crime Scene" sempre à noite e vão com as suas lanternitas da loja do chinês tentar encontrar o bocadinho de vidro do copo de champanhe que o suspeito tinha na mão quando tropeçou, porque esse bocadinho de vidro, està escondidinho não sei aonde, é o que tem as impressões digitais do gajo... e em vez de acenderem a luz do local, andam lá com as lanternitas (que não passam mesmo de umas lanternitas!!! que não se vê um corno ...isto no pais onde são fabricadas as famosas Mega Lights Texas Instruments, eu queria ver era estes gajos do CSI lá nas aldeias a tentar descobrir quem é que tinha assaltado o fumeiro à ti Maria Y ou o os Coelhos ao Tzé X .

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Problemas no próximo Natal


Lá para os lados da Mata da Rainha , o Presidente da junta local esqueceu-se de recolher as figuras do presépio e desde há 3 mêses que um casal local tem alimentado a cabra , a vaquinha e o burrinho. A senhora muito dotada de peitos têm no entanto alimentado do Deus Menino tendo os Reis Magos ficado numa pensão em Castelo Branco, local onde se ultimamente se têm verificado problemas com a vizinhança por questões relacionadas com a Lei do Ruído e de Estacionamento de camelos na via pública. Contactada a ASAE a mesma menciona que só irá actuar no caso dos queijos da Vaquinha e os monarcas Magos terem as facturas do Incenso , ouro e mirra . O Monarca Belchior foi entretanto mandado parar por uma patrulha da GNR não tendo apresentado um documento de condução valido que o habilitasse a conduzir no nosso pais. Quanto ao Deus menino , este caso segue para tribunal para saber quem fica com a custodia da criança .Gaspar está também com problemas com o seu visto de entrada , ao que foi conduzido ao SEF e será expulso do pais por trafico de metal precioso.Há fortes suspeitas que a vaquinha se não tenha mascado chiclete escura , tenha contraido a doença da lingua azul.

domingo, 13 de julho de 2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Agarramentos


Lembram-se do que é que mais temíamos nos bailaricos enquanto moçoilos de 17 e 18 anos ? A inevitabilidade da 2ª tampa a seguir à 1ª. Não era? Era atroz mesmo.
Nos bailes das aldeias era sempre de evitar a 1ª tampa. Era, acima de tudo, de evitar que a 1ª tampa fosse visível (neste caso até a moça mais feia num raio de quilómetros fazia gosto -, não fossem pensar que ela era menos do que as outras- em dar-nos, uf! tampa).
Quando isto sucedia só havia duas coisas a fazer: Ir beber uma cervejita sossegados num canto qualquer ou ir para casa.
Quando a “pesca” não dá nada, o melhor mesmo é embalar a trouxa e zarpar… Ou então ganhar coragem e tentar novamente mas após beber meia grade de bejécas , nem que fosse para ganhar coragem para olhar para as trombas da feia para lhe dar a volta para ir para as traseiras do coreto e ensinar-lhe a descascar amendoins.
Há pouco tempo fui ao cinema. Sala quase vazia. A menina, sem nenhum sentimento de vergonha e pudor, naturalmente, estava confortavelmente sentada no colo do namorado, olhando-o nos olhos com paixão: cena normal em nossos dias.
Voltei atrás no tempo, estou no CineTeatro lotado, num domingo sem televisão, na sessão das 21h30, ouvindo a espalhafatosa "música de corneta". Apagavam-se as luzes. Os temerosos namorados preenchiam as poltronas vagas a eles reservadas. Para um abraço mais caloroso ou um furtivo beijo, ficava-se de olho no lanterninha, que incomodava os amantes com seu foco de luz inesperado e indesejado sobre eles, repreendendo-os por estarem muito juntos ou beijando-se, prometendo expulsá-los da sala numa segunda repreensão. Não era raro uma senhora mais pudica obrigar o desrespeitoso casal a retirar-se, sob o olhar da plateia. Mesmo assim, com uma vigilância incómoda, casais mais avançados ruborizavam seus vizinhos de poltrona... Certa vez, um susto: uma garota começou a gritar, num ataque histérico. As luzes acenderam-se. O pobre namorado não pôde desvencilhar-se a tempo das garras da menina excitada, agarrada tenazmente à sua carne...
Aos sábados e domingos, flertava-se no jardim. Os rapazes andavam, contornando-o, no sentido dos ponteiros do relógio. As garotas, em sentido contrário. E os pretendentes olhavam-se duas vezes em cada volta, voltando-se sempre, encontrando os olhos do par... O comum era ele se encorajar e conversar com a menina, que fazia drama, impedindo-o de acompanhá-la, temerosa da reacção dos pais... E o namoro nascia...
O casal se não ousava tocar em público. Depois do noivado, as mãos apertavam- se e o noivo oferecia o braço à futura esposa. Mas no escurinho do cinema e nos bailes, o tacto e o contacto ajudavam a conhecer corpos virgens...
Hoje, o mundo está muito transparente: ninguém mais se oculta e, às claras, as meninas sentam-se nos colos dos meninos... As sem-vergonhices de antigamente são tidas como rotineiras, já integradas na cultura moderna...
Hoje, o “agarramento” é tão comum no quotidiano do jovem que, nos bailes, os dançarinos dançam soltos e separados, sem intenções libidinosas, muito diferente do tempo de juventudes reprimidas, quando o baile era esperado para se concretizar sonhos proibidos...
E a grande novidade é que actualmente a liberdade de "agarrar" é tão grande que...o que esta malta começa a dispersar-se em novas técnicas e modos da sociabilidade humana , quer virtualizando quer swingando , quer entregando-se a outra qualquer folia ou imaginativa fantasia .
O panorama geral actual tende é o seguinte: mulheres que dançam umas com as outras enquanto que os homens, encostados às paredes, as olham, ao mesmo tempo que dedicam o seu empenho em emborcar mais uma "mine".
Algo de errado se passa. Senão vejamos. É um facto que em quase todas as espécies animais são os machos que se exibem enquanto a fêmea os admira e escolhe...
Assim, agindo daquela forma, o macho não merece a admiração por parte das fêmeas. Competir com uma garrafa não é nada estimulante, convenhamos. A perspectiva de uma noite bem passada é gorada pela garantia, se o macho se decidir a abordar um par, de uma coreografia ébria e de algumas pisadelas, para além de um hálito desencorajador (ainda que não partilhem fluidos, partilharão algum oxigénio).
Os mais velhos vão dizendo que no seu tempo é que era bom...
O bailarico era um acontecimento ansiado por todos. Algumas vezes por ano, sobretudo durante o Verão, havia a oportunidade de dançar com a menina dos seus olhos.
Dançar era, então, o único contacto físico socialmente permitido. Por isso o empenho e o esforço dispendido nesses momentos era largamente recompensado. Até aqui tudo está de acordo com a natureza.
Em casa é que eu não fico... não fico, não fico...
Não passaram milhões de anos e já tudo mudou. O que explicará este fenómeno evolutivo tão rápido?
Talvez o facto de o bailarico ter perdido protagonismo na vida social do nosso país. Ou porque as regras de convívio físico entre homens e mulheres se tenham alterado radicalmente.
Contudo, nada disto justifica o comportamento geral do macho. O bailarico continua a ser um local privilegiado de convívio. Para quê desperdiçar oportunidades tão solícitas...
Repare bem nas moçoilas que ali pululam. Repare como se esmeram na execução da coreografia da moda deste Verão... acha mesmo que elas querem dançar sozinhas ou umas com as outras?
Não lhe parece que tanta exibição e euforia escondem outros objectivos?
Uma vez que elas assumiram o desempenho que a natureza atribuiu ao macho, é normal que estes se encontrem perdidos, à procura do seu papel nesta peça.
Naqueles tempos de outrora procurava-se dançar um slowsito e no máximo que se trazia sendo a medalha de ouro era um apalpãozinho na maminha e eventualmente , um beijo furtado, isto porque como se dizia , um homem não era de pau, eventualmente andava de pau feito !

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Crueldade ao volante



Ao folhear um conhecido matutino, dei por acaso com uma pequena nota de rodapé que noticiava mais uma morte na estrada. Sem saber como, lembrei-me de um “spot” publicitário que vira no estrangeiro, um estádio de médias dimensões com milhares de cruzes nas bancadas, cada uma delas simbolizando uma vítima mortal em acidente de viação. Que desperdício de vidas humanas e de destinos que se perderam algures no asfalto! Já nada nos assombra, nada nos inibe, nada nos surpreende, nada nos detém para pensar um pouco. As palavras e as estatísticas vergam-se e perdem o seu fulgor e a sua capacidade persuasiva quando se pretende hoje comover a opinião pública com este tema. Há muito que morrer na estrada deixou de merecer destaque na imprensa, é necessário por vezes fazer a triste soma da sinistralidade mensal para merecer algum ténue destaque, como que a morte de um só indivíduo não fosse por si só suficientemente dramática . A morte de um John na Austrália ou de Pierre em França chega mais depressa ao ecrã da nossa televisão se algo de insólito rodeou a forma como faleceu. Morrer na estrada, é como se se alistasse num exercito que perdeu a guerra porque dos fracos não reza a história .
Morrer na estrada é ter azar e nunca algo que permanentemente depende de quem vai ao volante. Não se bebe antes de se conduzir porque se pode ficar sem a carta, não respeitamos a limitação de velocidade porque o limite imposto naquele local é ridículo. Atravessamos uma localidade de província a 100 quilómetros á hora porque a estrada é “boa” e não se via ninguém . Depois temos desculpas para tudo, com argumentos surrealistas do tipo : - Sr Guarda , eu não vi o sinal ! Ou então, somos arrogantes e aqui ,há quem defenda a tese de que a arrogância é proporcional á cilindrada do veículo.
Somos ridículos quando aceleramos o nosso bólide porque o veículo que nos pretendia ultrapassar é de cilindrada menor, somos ridículos quando num excesso de fúria brindamos outro automobilista com o calão típico de quem não gostou da decisão do arbitro, somos ridículos quando na mesa do café nos gabamos dos nossos feitos automobilísticos e do tempo de duração das nossas viagens, - Fiz a viagem de Lisboa até aqui em 3 horas . Na resposta, se não tivermos um argumento superior vamo-nos desculpar que no ano anterior fizemos o mesmo trajecto em 2 horas. Como se a nossa masculinidade ou aceitação social saísse reforçada após tal proeza. Tenho a certeza que Freud ou Desmond Morris têm a explicação para esse nosso comportamento mas isso não iria aliviar a dor de quem acabou de perder um filho num acidente de viação.

Ao acabar de ler esta crónica , algures numa estrada qualquer, mais um compatriota nosso morreu vitima de acidente de viação. Para nós será mais um número, para os familiares começa hoje o principio do resto das suas vidas, a viuva , os órfãos , o súbito desaparecimento do sustento da família, os projectos desfeitos, os sonhos eternamente adiados e que não chegarão nunca a ser recordações . São os mártires de uma tragédia esquecida, são as baixas de uma “guerra” de números que não vislumbra a possibilidade de um tratado de paz . Só podemos culpar a nossa impaciência, a nossa pressa , a nossa agressividade e a nossa intolerância . Por vezes trata-se somente de querer chegar mais depressa ao nosso destino, mas , sem querer estamos a fazer com que este chegue mais depressa até nós e que este se cumpre de forma cruel e fatídica .
Ao volante , os nossos gestos tornaram-se automáticos e distraídos , as ultrapassagens são “agressivas” e á queima-roupa. A ultrapassagem acontece por vezes porque o veículo da frente vai sempre a travar ou demasiado lento para o nosso gosto. Há ultrapassagens feitas de modo tão inconsciente que jogar á roleta russa com duas munições no tambor do revolver seria certamente menos perigoso .
Resta-me falar acerca daquela estranha forma de solidariedade entre automobilistas que
consta naquele código de luzes para avisar quem segue em sentido contrário que algures á frente se encontram os agentes de autoridade , oxalá não faça um dia esse sinal de luzes a quem acabou de lhe assaltar a casa ! Ou então, talvez o automobilista tenha encontrado
uma nova dimensão para a expressão “ A PREVENÇÃO RODOVIÁRIA SOMOS NÒS “ .

quinta-feira, 3 de julho de 2008

non sense



Palavras sem sentido ? Talvez ..mas é porque por vezes não fazem sentido , mas mesmo assim precisamos de as dizer e escrever.

É importante tentar evitar o stress. Se isto não for possível é necessário interromper sua sequência mudando alguns hábitos escrever umas tretas , mandar umas baboseiras ao ar por uma simples razão, a vida é um assunto demasiado serio para ser levado a ...a sério . E se tristezas não pagam dividas os outros que pagem os juros isto porque segundo parece , esta vida são dois dias e o Carnaval são 3.E quem assim não pensa caminha depressa para um enfarte ou anda numa constante crise de má humor. Portanto se se pretende andar sempre sizudo e aborrecido este rio vai dar ao Prozac, então é melhor mesmo andar como o Pratitamem . Bem disposto .
Quando á vasta e produtiva obra do Pratitamem aqui no Basagueda , é simples, quem gosta come , quem não gosta põe na beirinha do prato ou não tira sequer do tacho para não estragar que a vida ta carita .Ele assume-se como um criador , um ex-libris deste espaço , um 3 elemento que nada dizendo me faz esboçar sorriso e há dias acreditem que fazer-me rir só uma caterva de etíopes á luta por uma batata à cão reles para comer com coelho em lume marlon brando

CSI Matanças


O dia da matança era dia de festa, de festa pagã, um autêntico bacanal de sangue e carne.
Recordo-me que desde as vésperas andava tudo em alvoroço com os preparativos para a matança e com a chegada do suíno! Reboliço, um vaivém de mulheres com alguidares e colheres de pau , mas sobretudo recordo a gritaria do animal e o festival de grunhidos do bicho na hora da morte, pelo que não aconselho pessoas impressionáveis que assistam ao matar do suino!
A cerimónia da Matança é rica em cheiros, aromas e sabores, mas a minha memória olfactiva gravou de forma mais acentuada o cheiro do chamuscar do porco.
Presumo que se tenha perdido algo do antigamente pois os porcos eram chamuscados com tojos, agora é vulgar tal operação ser efectuada com maçarico a gás ou a petróleo!
Enfim ...modernices ...fica a informação ao visitantes do blog que confirmo que os porcos têm mesmo 2 presuntos e que no dia que me disseram que “ quem mata um porco vê o seu corpo “ eu não fiquei lá muito bem disposto porque isto estraga o apetite de qualquer um !!!
Brevemente este cerimonial será alvo de fiscalização da ASAE, pois num futuro próximo será obrigação ler os direitos ao suíno antes de ser abatido , perguntar-lhe e satisfazer-lhe as ultimas vontades , nomeadamente , deixar fumar um cigarrito ao bácoro , dar-lhe um analgesico e xarope para a voz. Serão obigatorias bancadas de alumínio, luvas , recipientes recicláveis , e licença de uso e posse de suino. Sendo que só poderão ser animais de abate os que têm no verso ou dorso , a indicação Do: Prazo de validade, matricula, orientação sexual do bicho , peso depois de limpo e finalmente, inscrição tatuada a verde escuro “ MADE IN PORTUGAL”
Os objectos que servem à raspadura, o fazer da barba do porco devervão ser antes de ser utilizados, enviados para o Instituto da Análise de Qualidade para se avaliar se estão esterilizados / desinfectados e se têm cabo de plástico e o fio cortante segundo normas Europeias
Para finalizar, a lavagem das tripas tem que ser feita com agulheta dos bombeiros locais . A todos os participantes na matança serão medidos os níveis de alcoolémia no sangue sendo proibido o acto fumar num raio de 12,34 m da bancada .

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Trópico de Câncer


Não se está a pensar sempre nele, está-se a pensar muitas vezes na forma de como nos livrar dele. Custa mais ouvi o termo na boca de terceiros mesmo que este seja usado em sentido figurado.
Ninguém sabe ao certo o que passa pela cabeça de quem tem cancro, exactamente porque quem tem, aprendeu a mentir e quem teve não lhe interessa recordar porque diz que renasceu no dia da sua cura .
Numa doença em que o processo de cura passa muito pela estabilização e aceitação do seu problema , entrar numa espiral de desmotivação e revolta interior é francamente a pior opção para si mesmo , o mesmo acontece se optar pelo via contrária, de querer sugar repentinamente de um trago só todo o tutano da vida como se não houvesse amanhã , vivendo não um dia de cada vez mas um atropelo de situações e exageros
Por estranho que pareça, quem tem cancro não é um condenado, não cometeu um crime , ou teve azar simplesmente adoeceu e como tal vai ser tratado daí a razão de muitos serem curados , daí a razão de muitos viverem anos a fio com a doença e acabarem por falecerem com outra alheia ao foro oncológico .
Curiosamente sou daqueles que pensava que estas merdas do cancro era coisa que nunca me ia acontecer, sempre que me aparecia uma pagina acerca do assunto numa revista , passava á seguinte , era assunto que evitava por total falta de interesse e desprezo , era doença de idosos , logo estava a salvo. A imagem de um gajo careca com olheiras provocava em mim arrepios e desvio do olhar.
O contacto mais longínquo que tenho com o termo “ cancro “ data talvez dos anos 70 , o vencedor da volta à França Luís Ocanã ao deixar a modalidade soube depois de umas análises que tinha cancro , ao chegar a casa suicidou-se com um tiro de espingarda na cabeça . Este homem que sofria ao subir e vencer as mais dificeis etapas na Volta à França sucumbiu antes de lutar contra o inimigo invisível .
Estranha-se como este lutador tenha desistido da sua "montanha" antes mesmo de a começar a calcar , estranha-se que este lutador tenha de desistido antes de tentar e nao tenha esperado pelo pelotão dos outros corajosos que com ele partilham o mesmo mal . Há em todo o lado um camião vassoura que leva os que desistem para que estes não fiquem para sempre caidos junto á estrada - A familia e os amigos -
Outro gigante do ciclismo foi o francês Jacques Anquetil , um dia o seu grande amigo Poulidor sabendo que estava mal ligou-lhe perguntando-lhe como estava , este respondeu-lhe –
- Lembras-te há uns anos quando passamos os dois sozinhos no cimo da serra do Tourmalet ambos sem forças ?
- Sim lembro-me ..
- Pois…. sinto que todos os dias a toda a hora estou a subir aquela serra …..
Jacques Anquetil morreu de cancro com 53 anos em 1987.
Viver com cancro é como navegar num barco vazio que se tenta a todo o custo trazer para a margem. De repente tem-se necessidade de fazer algo ou a continuar a fazer o que se fazia como se nada se passa-se . De repente há coisas ao qual não dava importância alguma são agora objecto reparo e de intensa dedicação. Vive-se como pé no travão nos sentimentos ,eventualmente se só os olhos são o espelho da alma para o doente oncológico isso vai notar-se com outros sinais conforme o seu tipo e grau de enfermidade.
Á partida infelizmente não há uma receita para se vencer uma doença oncológica , há sim caminhos , vias que propiciam um processo de cura , fé , resistência , o medicamento certo , o tratamento adequado , a forma correcta de enfrentar a situação , mas sobretudo sorte , sorte porque pode-se ter todos os outros requisitos mencionados anteriormente mas a doença ser muito maligna.
Aconteceu-me que sempre que Deus me fechou uma porta , abria-me logo uma janela , sendo eu ágil era por onde saltava para o tratamento seguinte , muitos não têm esta sorte. E assim até hoje consegui todos os dias trazer o meu barco para a margem …
(Continua)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Sexus


Temos carro, temos casa, temos frio, temos febre, temos fome e temos sexo . Comparar a intimidade com uma refeição ou um veiculo talvez seja o máximo em matéria de uso errado de abstracção e da generalização. Sinto que as diferenças entre um e outro são concludentes saltando imadiatamente à vista:
• O sexo é às vezes especializado e padronizado, o amor é sempre único
• O sexo necessita de ser seguro e imprevisto, o amor será sempre eternamente surpreendente
• O sexo é essencialmente impessoal, o amor o oposto.
• O sexo é empréstimo , o amor é dádiva
• O sexo é um produto natural, o amor é vida
• O sexo é um produto do intelecto e abstracto, o amor é abstracto e simultaneamente especifico.
• O sexo sente-se , o amor começou antes e não parou ainda.
• O sexo é prazer, o amor é êxtase.
• O sexo é um não compromisso, o amor é partilha
• O sexo é falta de consolidação, o amor é o reencontro ( mas na vida real sabemos muito bem como se passam as coisas.).
Mas será sempre indubitavelmente mais agradável misturar os dois conceitos, mistura—los, agitando-os bem agitados como e depois deixar repousar.
Estava até amanha a delinear as fronteiras entre um e outro. O que é certo é que um é bom e o outro óptimo, mas dá uma trabalheira do caraças tratar do ultimo!! E depois podia fazer o contrario e dizer que o sexo é eterno e o amor efémero. Nem nessa área quero entrar !!
Será que sexo é amor descartável? Uma refeição rápida servida em prato de plástico? Ou será um festim de prazer sem o dever do compromisso? Será o amor um complexo de situações que só atrapalha e responsabiliza e condiciona o sucesso do sexo?
Acho que nesta escaldante matéria (sexo) eu teria que por algo de meu para não o utilizar de modo tão estéril e cru. Teria que lhe dar surpresa , humor e um verdadeiro sentimento de carinho, só assim conseguiria dar-lhe um ambiente carregado de erotismo. Eu ficaria pelo amor erótico, seria menos frio e muito mais exotico e perfumado.
Se o amor nos desliga do mundo, o sexo une-nos uns aos outros( salvo seja) Se o amor é promessa de futuro, o sexo é momento e prazer garantido( nem sempre). Não estou a fazer apologia a nada, alias é só uma opinião - a minha !!! .
O problema de hoje em dia na relação homem / mulher, é que tem que haver sempre amor .A maioria dos homens vê na amizade o caminho mais rápido para lhe fazer um assédio velado mas intencional. O bicho homem caçador estará sempre á espreita !! Se de frente a olha nos olhos, mal ela se virar ele baba-se com a visão do seu traseiro. As relações são de assedio mais do que de sedução. Mas mesmo na sedução, os caçadores não deixam os seus créditos por mãos alheias . Deixou de haver o jogo agradável e simpático da sedução pela sedução. Esta passou a ser executada com finos recortes de profissionalismo e de regras bem definidas e estudadas nos cânones da especialidade, mas não passa de um subproduto. Passou a ser uma sedução barata mas aperfeiçoada ao extremo para atingir públicos alvo, facilmente identificáveis ao olho do predador.
Eu gosto de ser seduzido de forma inteligente e audaz , seduzir seduzindo-se, ter a mais simpática das companhias sem diálogos sisudos nem altivez nas palavras. Seduz-me quem fala de si sem medo ou apavonando as suas glorias. Seduz-me alguém que saiba trocar de bom grado a sua intelectualidade e cruzar a dela com a minha. Seduz-me quem do nada faça uma piada e de uma palavra fazer um xadrez mental “ non sense” mas inteligente. Seduz-me alguém que conheça as minhas musicas, os meus livros e divida comigo o final das frases e provérbios , em suma, alguém de espirito brilhante com risos para a troca. Assim dá gosto conversar e perderem-se as horas numa troca de nadas.
Se procuramos os momentos perfeitos na vida, foram na sua maioria momentos de comunhão deste tipo. Momentos de gargalhada em grupo, de total descontracção, juntos numa esplanada com uns copos na mão.
Continuarei dizendo que é quem nos escuta quem nos entende e que é quem nos seduz quem nos pode dar o melhor de si mesmo Longe do ciúme, da duvida, da traição ,da desconfiança, da responsabilidade, da troca de termos dubiamente interpretados, a sedução é algo que dura sempre. A sedução é criatividade e tem necessidade de o ser sempre. Mesmo quando não há palavras á mão elas saem da gargalhada sem motivo. Quem é criativo tem necessidade de partilhar a sua imaginação. Ser seduzido não é ser ou estar sufocado é antes querer dar voluntariamente o seu sonho sabendo que ele lhe vai ser devolvido intacto. È como que ter alguém igual si mesmo mas que o surpreenderá sempre .
São estas as minhas palavras acerca de um assunto que comecei e a terminar com outro diferente !!! O sexo sendo o prazer, o amor sendo a partilha e a sedução o improviso e provocação da intelectualidade(criatividade) . Ambos têm um ponto comum , que é o prazer que todos de uma forma ou outra proporcionam. Um na carne, outro no coração e o ultimo na alma. Ousarei dizer que se pode viver sem os dois primeiros, mas nunca sem a sedução. Sedução que damos e temos pelos outros assim como pela própria vida. Seduzido pela vida consigo alcançar tudo......quase tudo, pois!!!
Seduzido pela vida tenho a consciência que estou a espiar por uma porta aberta por onde posso entrar voluntariamente e viver momentos perfeitos.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Mulheres!


Almoçava só num restaurante de Lisboa, à minha direita um casal conversa a voz baixa, a minha esquerda um grupo de malta 18/20 anos . Subitamente, o murmúrio da direita aumenta de intensidade. O homem diz qualquer coisa imperceptível. De repente, a mulher grita em tom altíssimo:
-È sempre a mesma merda, realmente tu não me conheces mesmo !!
Levantou-se, atirou o guardanapo para cima da mesa e desapareceu. O homem, de sorriso amarelo algo embaraçado encolheu os ombros e pede a conta. Do outro lado , após uns segundos de estupefacção seguidos de risos contidos, a conversa muda de assunto, a informática dá lugar a uma atroz critica machista
- O que é que a miúda queria? Só comer não?. Olha se fosse um gajo a fazer isso !!!!.
Até que um diz
- Mas quem é que percebe as mulheres ?? “ Mesquinhas, impetuosas, ambiciosas e cruéis”
- E boas, responde outro.
Risos e gargalhada geral, e parece que o assunto se esgotou, recomeçando a conversa acerca da capacidade dos discos rígidos de ultima geração.
Desde sempre que ouço conversas masculinas destas, no café na rua, mas sempre achei necessário ter em conta aquilo que os homens dizem e aquilo que pensam verdadeiramente delas. Quando se consegue por o assunto de forma séria pondo de lado a brincadeira ou a usual anedota da loira, geralmente o assunto é tratado de modo muito (muito) sério. Em grupo, o bicho homem retracta mal a mulher, em grupo defende a sua supremacia e não são poucas as vezes que termos depreciativos são pronunciados e tecidas considerações menos abonatórias , tais como considerações de ordem sexual e outras que de momento não me vêm à memória. Mas , há momentos em que o assunto é levado muito a sério e que se deixa toda a brejeirice de lado
Nesses momentos, as mulheres surgem como deusas com suas virtudes altamente realçadas. Para já posso adiantar uma coisa, os homens gostam a sério de mulheres (alguns).
Acontece entretanto que nas últimas décadas, tanto homens como mulheres têm sido sujeitos a uma avalanche de retórica sem piada e que diz exactamente o contrario. Diz-se que os homens são cureis, brutos, oportunistas, que só vêem a mulher como domestica idiota e tratada como peça de mobília. Fizeram-se tratados, seminários acerca do machismo, das fixação masculina pela anatomia da mulher do uso do corpo da mulher. Toda esta guerra de sexos , trouxe uma vantagem que foi o facto de se ter começado a exigir uma igualdade social entre ambos.
Á margem de tudo isto, alguns homens continuam a ama-las, a desejá-las, a apaixonarem-se perdidamente por elas, a gostar de estar com elas, casar e ter filhos com elas. E....há quem chegue a fazer um esforço para as compreender adquirindo literatura especifica ou recolhendo informação junto de quem acha de quem sabe muito do assunto . Não procurem muito , quem mais sabe da mulher só mesmo uma mulher .
Este assunto tornou-se tão sério que já só se pode falar dele a brincar.
As mulheres continuam a reclamar espaço, mandem-nas á lua ou a marte , amar-te(diz o homem) . Mais tarde a mulher começou a exigir privacidade, depois clamou por liberdade. As mulheres passaram a zangar-se porque não queriam entrar em compromissos. O resultado de tudo isto está vista, há actualmente uma grande confusão e perplexidade. Confusão nos conceitos, perplexidade diante as surpresas. A mulher mudou e ainda bem , a mulher tem orgulho em si e ainda bem , isso tornou-a mais atraente porque ela passou a gostar de si
Talvez já tenhamos perdido o tacto de fala uns com os outros. Talvez já tenhamos perdido a confiança uns dos outros. Talvez que já tenhamos perdido a vontade de aprofundar o nosso conhecimentos acerca de ambos. Talvez já tenhamos todos sido escaldados pelo inútil investimento que se fez um dia . Talvez já tenhamos deixado de acreditar nas verdades , preferindo procurar os cadáveres escondidos . Talvez já se tenha esgotado o conceito de amor. Talvez tenhamos deixado de ver o evidente. Talvez os sonhos se tenham esgotado. Talvez estejamos todos desencontrados. E também tudo isto poderá estar errado, porque neste momento algures no mundo , milhares de homens e mulheres acabam de se apaixonar para alimentar este circulo vicioso ou viciado.
Mas afinal, o que é que as mulheres pretendem? Milhares de homens continuam á espera de resposta. Talvez as mulheres de hoje contem mais os seus problemas umas ás outras ou a um amigo mais chegado. Porque não falam mais com os homens? Se o fizerem, não vão atingir o estado de perfeição total mas tenho a certeza que juntos se iriam divertir muito mais desde que fosse com o homem certo.
Vamos lá abolir as receitas casamenteiras, e aceitar que a inteligência, o sentido de humor, a independência e a beleza, são atributo universais e de todos, uns serão mais isto que aquilo, agora cabe a cada um fazer o seu equilíbrio e ter a sua receita de si para os outros. Eu diria que apesar da super atarefada vida dos homens e mulheres de hoje , já se esqueceram de pensar em si e de se divertirem mais , um dia vão descobrir que há vida para lá do trabalho …

terça-feira, 17 de junho de 2008

de tudo ..da vida

VIDA E AMOR De VIDA
Sentes ainda aroma do teu primeiro amor?
Da sua roupa, do seu suor, perfume e calor?
De como no futuro não havia previsão de dor ?
Do ciúme sem causa causado pela falta de ciúme?
Do sabor da Primavera, das luzes de Natais passados?
De todos os momentos de carinho chamados
Embalados em desejos molhados
Da caricia do cabelos afagados
Lembras-te do sabor do teu primeiro beijo?
De como se bebia então o desejo?
De tudo ser feito com ensejo
De como até um olhar era beijo
De como era fácil atear a chama
Porque o grito saia da boca de quem ama
quer fosse ao sol ao luar ou na cama
Lembras-te de dizer não quando o coração dizia sim?
Recordas-te ainda da vontade que era paixão?
De tudo soar a uma doce e terna canção?
De quando o sonho era amor, paixão e descoberta ?
De como a voz era uma porta aberta
De viver a parte da vida que liberta
Numa constante bruma de ilusão
Porque por vezes não era amor nem paixão
Não passava tudo de mera aproximação
Mas que tudo vida paixão, casa, comida, caixão
Perfume, fascínio, consolo
Respeito, encanto e canto
Saliva, peito, calor de um manto
Cariciar roubada ao escuro num canto
Ajuda, agrado, lagrima de espanto
Sorriso, carinho, choro de criança em pranto
Que tudo isso fique como lembrança.
Porque embora vida despercebida
Foi sempre uma causa devida
VIDA e o AMOR DE VIDA

De como no plural conjugar verbo amar ?
Sentes ainda o seu cheiro e aroma de recém nascida?
De nela veres uma cara conhecida
Lembras-te do dia que disse a primeira palavra?
Vais-te recordar da mão da criança que apertavas enquanto sofrias?
Lembra-te que mal chorava tu aparecias?
Alguma vez caiu nela uma lágrima tua?
Reparas-te que ela cresceu e se parece com uma imagem passada tua?
Reparas-te como te olha, como es para ela espelho?
Vistes um dia a inveja com que ela olhava para o céu?
Vais um dia ver que ela não esqueceu
Que a tua lagrima na sua mão permanece
Mas que em vez de lagrima nela apareceu
Promessa, cor , amor e esperança
Que tudo isso fique como lembrança.
Porque embora vida despercebida
Foi sempre uma causa devida
VIDA e o AMOR DE VIDA

sábado, 16 de fevereiro de 2008

La vie


Ce sont mes amis qui m'ont fait aimer la vie. Ils me rendent meilleur à mesure que je les trouve meilleurs eux-mêmes.


[Jacques Chardonne)