Uma mulher entra apressada no café da Estação onde um vagabundo absorto lia uma revista já muito suja .
Solidão Mata , diz na capa.
-Um café, diz a mulher.
Ele já não se lembra do calor de alguém .Na rua,. homens passam como barcos à deriva.
Todas as pessoas morrem pelo menos uma vez na vida. Ele já tinha morrido várias vezes hoje no fundo dum copo dum copo de tinto.
-Não quer um café?
Ele respondeu não com a cabeça .
Sente-se em queda livre desde que saiu de casa, mas ainda não atingiu o solo, atinge o chão todas as noites , o nível zero como lhe chamou uma vez. Que se lixe pensa ele , todas as putas morrem todas as noites. Entra na única tasca do bairro que ainda o consente . Chama a empregada que está atenta a uma morte lenta noutro ponto do balcão. Pede um tinto. Uma criança faz bolas de sabão num dos apartamentos do prédio em frente. Sente que se dissolve no vento. Tem vontade de se deitar ali, no cantinho da ruela onde se amontoaram alguma folhas secas e esperar a morte lenta.
-Um café, diz a mulher.
Ele já não se lembra do calor de alguém .Na rua,. homens passam como barcos à deriva.
Todas as pessoas morrem pelo menos uma vez na vida. Ele já tinha morrido várias vezes hoje no fundo dum copo dum copo de tinto.
-Não quer um café?
Ele respondeu não com a cabeça .
Sente-se em queda livre desde que saiu de casa, mas ainda não atingiu o solo, atinge o chão todas as noites , o nível zero como lhe chamou uma vez. Que se lixe pensa ele , todas as putas morrem todas as noites. Entra na única tasca do bairro que ainda o consente . Chama a empregada que está atenta a uma morte lenta noutro ponto do balcão. Pede um tinto. Uma criança faz bolas de sabão num dos apartamentos do prédio em frente. Sente que se dissolve no vento. Tem vontade de se deitar ali, no cantinho da ruela onde se amontoaram alguma folhas secas e esperar a morte lenta.

1 comentário:
Não gosto dos sem abrigo! Não me dizem nada! deviam ser tratados pelo estado e em alguns casos internados compulsivamente!
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