segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Não


A minha paisagem de agora são janelas. Iguais no seu corpo perpendicular, essas caras de cimento silencioso enfrentam-me com tez de olhos abjectos. Invejo-as, porém, pela coragem que desprendem. Miram, a toda a hora, tudo o que há por fora para olhar. E não se entediam com o passar do tempo.
As minhas janelas sou eu
Não quero mais sonhar com o correr das persianas dos meus olhos .

2 comentários:

Anónimo disse...

Abre as vidraças da janela e alegra-te, o sol já vai alto, e a chuva parou!!

Anónimo disse...

Muito muito bom!
Alegria que vem ai a Primavera!