
Acerca da maneira de como se projecta o passado no presente leva-me sempre a recordar de uma das mais belas cenas do cinema da década passada .Tal apareceu no filme- A Sociedade dos Poetas Mortos, em que Robin Williams interpreta o papel de um professor de inglês num colégio tradicional americano. Na sua primeira aula, ele leva os alunos até a sala dos troféus, onde também estão as fotografias das antigas turmas do colégio - todas pessoas já mortas ou já muito idosas. O professor então estimula os alunos a que se aproximem das fotos para "escutarem" o que os colegas mais velhos têm a dizer, e então imita uma voz cavernosa, repetindo várias vezes a frase “carpe diem”, que, em latim, quer dizer "vive o presente". Do passado ressoam vozes que devolvem o perfume e o sabor das sensações inocentes e genuínas de que a vida alheou e que não foram capazes de reencontrar nos horizontes da memória.
Sábio conselho, viver o presente. O passado pode ensinar, mas não pode ser vivido de novo. O futuro pode ser construído, mas só será vivido quando presente. Com o passado, fazemos as pazes e, se não o compreendemos bem, pelo menos podemos aceita-lo. Entrar em harmonia com as lembranças, romper as amarras, permitir-se seguir em frente e, principalmente, permitir que o passado se vá. Como dizia um poeta ,” Viver no passado é bom desde que lá não se fique a morar”.
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