terça-feira, 17 de junho de 2008

de tudo ..da vida

VIDA E AMOR De VIDA
Sentes ainda aroma do teu primeiro amor?
Da sua roupa, do seu suor, perfume e calor?
De como no futuro não havia previsão de dor ?
Do ciúme sem causa causado pela falta de ciúme?
Do sabor da Primavera, das luzes de Natais passados?
De todos os momentos de carinho chamados
Embalados em desejos molhados
Da caricia do cabelos afagados
Lembras-te do sabor do teu primeiro beijo?
De como se bebia então o desejo?
De tudo ser feito com ensejo
De como até um olhar era beijo
De como era fácil atear a chama
Porque o grito saia da boca de quem ama
quer fosse ao sol ao luar ou na cama
Lembras-te de dizer não quando o coração dizia sim?
Recordas-te ainda da vontade que era paixão?
De tudo soar a uma doce e terna canção?
De quando o sonho era amor, paixão e descoberta ?
De como a voz era uma porta aberta
De viver a parte da vida que liberta
Numa constante bruma de ilusão
Porque por vezes não era amor nem paixão
Não passava tudo de mera aproximação
Mas que tudo vida paixão, casa, comida, caixão
Perfume, fascínio, consolo
Respeito, encanto e canto
Saliva, peito, calor de um manto
Cariciar roubada ao escuro num canto
Ajuda, agrado, lagrima de espanto
Sorriso, carinho, choro de criança em pranto
Que tudo isso fique como lembrança.
Porque embora vida despercebida
Foi sempre uma causa devida
VIDA e o AMOR DE VIDA

De como no plural conjugar verbo amar ?
Sentes ainda o seu cheiro e aroma de recém nascida?
De nela veres uma cara conhecida
Lembras-te do dia que disse a primeira palavra?
Vais-te recordar da mão da criança que apertavas enquanto sofrias?
Lembra-te que mal chorava tu aparecias?
Alguma vez caiu nela uma lágrima tua?
Reparas-te que ela cresceu e se parece com uma imagem passada tua?
Reparas-te como te olha, como es para ela espelho?
Vistes um dia a inveja com que ela olhava para o céu?
Vais um dia ver que ela não esqueceu
Que a tua lagrima na sua mão permanece
Mas que em vez de lagrima nela apareceu
Promessa, cor , amor e esperança
Que tudo isso fique como lembrança.
Porque embora vida despercebida
Foi sempre uma causa devida
VIDA e o AMOR DE VIDA

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